Soldado americano que vazou documentos secretos ao WikiLeaks é condenado a 35 anos de cadeia

O soldado norte-americano Bradley Manning, que divulgou informações secretas dos Estados Unidos, e que foram vazadas pelo site WikiLeaks, foi condenado nesta quarta-feira a 35 anos de cadeia.
A Corte Marcial que julgou o processo aceitou parte dos argumentos da defesa sobre o caráter ingênuo do soldado e seu perfil de pessoa que teria agido sem má intenção.
Por isso, a presidente da corte, a coronel Denise Lind, livrou o acusado da prisão perpétua, como pedia a promotoria militar. A acusação mais grave de “ter ajudado o inimigo com documentos secretos” foi desconsiderada pela juíza.
O site de vazamentos de informação secreta WikiLeaks considerou a sentença com otimismo, segundo nota divulgada nesta quarta-feira. “Em nove anos, Manning poderá pedir prisão condicional”, diz o texto publicado pelo site.
Manning será exonerado do Exército com desonra. No total, ele liberou mais de 700 mil arquivos secretos, incluindo vídeos e comunicações diplomáticas do mundo todo com autoridades norte-americanas.
O soldado era analista de inteligência do exército, em Bagdá, em 2010, quando decidiu roubar os documentos e repassá-los a Julian Assange, dono do WikiLeaks.
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