Suspeito de assassinar advogado Brunno Matos é condenado a 8 anos de prisão

Os suspeitos de envolvimento na morte do advogado Brunno Eduardo Matos Soares (foto) e tentativa de homicídio do irmão dele, Alexandre Matos, e do amigo Kelvin Kim Chiang, foram condenados na madrugada desta sexta-feira (3).
Diego Henrique Marão Polary foi condenado a oito anos de prisão, por ser o responsável pelo assassinato do advogado Brunno Matos, assim como a tentativa de assassinato de Alexandre Matos e Kelvin Chiang. Carlos Humberto Marão Filho, a seis anos por participação no homicídio e João José Nascimento Gomes a um ano de detenção por lesão corporal e sua pena deve ser convertida em trabalho comunitário por ser réu primário.
Todos os condenados vão recorrer da decisão em liberdade.
O julgamento começou por volta das 9h da manhã no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, presidida pelo juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Gilberto de Moura Lima. O resultado saiu após mais de 17 horas de julgamento por volta das 3h da manhã desta sexta-feira.
No julgamento 13 testemunhas foram ouvidas, três réus escutados, além de uma longa arguição do Ministério Público e da assistência de acusação, assim como da banca dos advogados de defesa.
Os crimes ocorreram na madrugada do dia 6 de outubro de 2014, no bairro do Olho d'Água, em São Luís. Conforme a denúncia feita pelo promotor de justiça Agamenon Batista de Almeida Júnior, a discussão iniciou após o advogado Brunno Matos tomar satisfação com Marão Filho acerca do dano que esse teria causado no seu veículo. Ambos teriam ido às vias de fato, situação que atraiu para o local as vítimas Alexandre Matos, Kelvin Kim Chiang e a testemunha Wesley Carvalho, no intuito de defenderem o advogado, resultando no envolvimento deles na briga.
Segundo se depreende da denúncia, no momento das agressões mútuas, chegou ao local o vigilante João José Nascimento, que partiu para cima das vítimas com a intenção de defender Marão Filho que continuou com as agressões mesmo após os rapazes terem sido esfaqueados. Dessa briga generalizada, Brunno Matos faleceu e Alexandre Matos e Kelvin Chiang sobreviveram após serem submetidos a intervenções cirúrgicas.
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