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Torcedores da Gaviões são detidos após briga no Mané Garrincha

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Torcedores da Gaviões são detidos após briga no Mané Garrincha

Quatro torcedores da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, foram detidos em Brasília, neste domingo (25), após confusão no intervalo do jogo contra o Vasco, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro. Os torcedores foram levados para a 5ª Delegacia de Polícia no Distrito Federal e liberados em seguida. Eles são dirigentes da torcida - dois de São Paulo e dois de Brasília.

Será aberto agora um inquérito para investigar os crimes de tumulto, previsto no Estatuto do Torcedor, desacato e lesão corporal. A investigação deve durar 30 dias e serão utilizadas as câmeras de vídeo do estádio. A briga ocorreu no intervalo do jogo quando o efetivo da polícia militar do DF, que fazia a divisão da arquibancada, não conseguiu conter a invasão de torcedores da Gaviões na área destinada a torcedores do Vasco.

Com a chegada de mais policiais - e o uso de gás de pimenta - os torcedores do Corinthians voltaram ao local de origem. "Você combina uma coisa com a torcida organizada e espera que eles irão cumprir. Cada jogo de futebol é uma experiência para nós em Brasília. Poderemos adotar a divisão de barreiras nos próximos jogos", afirmou o subsecretário de segurança do Distrito Federal, coronel Paulo Roberto Oliveira.

O Corpo de Bombeiros confirmou o atendimento a dois torcedores por conta dos confrontos entre as torcidas. Larissa Jaquelina Portugal, 18, torcedora do Corinthians, foi levada para o hospital por ter alergia ao gás de pimenta. "Estávamos perto da divisão da torcida quando começou a confusão. Acabos sofrendo com o gás", afirmou Kaio Neves, 24, namorada de Larissa.

De acordo com a polícia, torcedores da Gaviões da Fiel tentaram saquear um supermercado em Taguatinga, cidade satélite próxima a Brasília, antes do jogo. Nenhum torcedor foi preso por este ato.

Como não havia divisão do público na maior parte da arena, projetada para a Copa do Mundo, membros de organizadas do Corinthians partiram em direção ao espaço onde estavam as do Vasco.

Havia poucos policiais no local, e a confusão só foi encerrada com a chegada de um efetivo maior. Cassetetes e sprays de pimenta foram usados na solução do problema, que causou ferimentos e claramente afetou quem nada tinha a ver com as brigas.

A arquitetura do estádio facilitou ainda uma invasão do campo. Um vascaíno deu trabalho no gramado, logo após o apito final do árbitro Heber Roberto Lopes, encerrando, ao menos dentro da arena, a jornada cheia de problemas.

Já havia uma preocupação grande em relação à partida porque Brasília não está acostumada a receber grandes rivalidades. Corintianos e vascaínos têm morte e ônibus queimado na lista de problemas dos últimos anos.

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