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Trabalhadores protestam contra reformas do governo Temer nesta sexta (10)

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Trabalhadores protestam contra reformas do governo Temer nesta sexta (10)

Várias centrais sindicais se reúnem nesta sexta-feira (10) para protestar contra as reformas do governo Temer.

A concentração aconteceu na Barragem do Bacanga, bloqueada desde as 5h da manhã. Educadores, estudantes, sindicalistas e outras categorias participam do protesto. Eles atearam fogo em pneus e pedaços de madeira bloqueando os dois sentidos da Avenida dos Portugueses.

Os ônibus ficaram parados e muitos passageiros decidiram passar a pé. Ônibus estão circulando normalmente pela cidade, mas sem acesso a área Itaqui-Bacanga.

Agentes da Polícia Militar estão no local, mas o movimento é pacífico.

Os indígenas da etnia Gamela que estavam acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) desde a última segunda-feira (6) também se juntaram aos manifestantes.

Além da concentração no Bacanga, outras ações foram definidas por várias categorias de trabalhadores. Entre elas, os bancários decidiram retardar a abertura das agências em todo o Maranhão, além de fortalecer o ato em São Luís.

O protesto Dia Nacional de Lutas acontece em todo o Brasil nesta sexta-feira contra as reformas da Previdência e trabalhista, esta última já entrando em vigor neste sábado (11).

Manifestações anteriores

O protesto desta sexta-feira (10) é a terceira manifestação contra as reformas do governo Temer.

No dia 28 de abril, trabalhadores de várias categorias pararam em diversas cidades do país. Em São Luís, rodoviários paralisaram as atividades por completo, voltando a normalidade às 16h. Manifestantes ocuparam a BR-135 em três pontos, na altura do KM 2, próximo à Vila Itamar, e no KM 0 na entrada da Barragem do Bacanga. No município de Bacabeira no km 50 também foi registrada interdição.

No dia 30 de junho, centrais sindicais e movimentos sociais convocaram nova greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista. No Maranhão, os trabalhadores realizaram atos conjuntos e paralisações em diversos municípios. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) participaram de ato público no Porto do Itaqui.

A adesão dos trabalhadores nesta greve foi menor porque em diversas cidades os empregados do setor de transportes decidiram não aderir por causa das multas recebidas pela greve de 28 de abril.

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