Tricampeão mundial de boxe terá aparelhos que o mantém vivo desligados sábado

O ex-pugilista porto-riquenho Hector "Macho" Camacho terá os aparelhos que o mantém vivo desligados neste sábado (24), segundo divulgou a mãe do lutador, Maria Matías. Ele teve morte cerebral confirmada na última quinta-feira, aos 50 anos, em decorrência de um ataque a tiros na terça-feira. Ele foi gravemente ferido e viu um amigo que o acompanhava morrer após serem alvejados em frente a um comércio em Bayamón, cidade próxima à capital de Porto Rico, San Juan.
"Perdi meu filho há três dias. Ele só está vivo por causa de uma máquina", declarou Maria. A decisão de desligar os aparelhos foi contestada pelo filho mais velho de Camacho. Porém, como os outros três filhos do ex-pugilista devem chegar à San Juan ainda neste sábado, assim que eles puderem ver o pai pela última vez os médicos estarão autorizados a desligar os aparelhos.
Hector Camacho Jr., o filho mais velho e ex-boxeador, disse querer que o pai "lute até o final", e por isso é contra o desligamento dos aparelhos. "Meu pai é um lutador", declarou. Mas a palavra final é da mãe de Camacho. Outros parentes do boxeador também são contra, e esperam que um "milagre" ocorra.
Camacho foi um dos principais pugilistas nas décadas de 80 e 90. Ele foi campeão mundial nas categorias superpena, leve e meio-médio ligeiro, e ainda foi desafiante ao cinturão dos meio-médios em duas oportunidades, lutando até os 48 anos e sofrendo apenas seis derrotas em 88 combates.
Entre suas principais lutas, Camacho perdeu para nomes como Julio Cesar Chavez e Oscar de la Hoya, e ganhou de outras estrelas, como Sugar Ray Leonard.
Macho Camanho foi ferido e transportado para o Centro Médico San Juan, principal hospital da ilha caribenha. Ele sofreu um ataque cardíaco na madrugada de quarta-feira e passou a ser mantido vivo com o uso de fortes medicamentos, já em coma profundo.
Sua atividade cerebral já era baixa e os médicos confirmaram na tarde de quarta-feira, ao jornal El Nuevo Dia, a morte cerebral. “Seria uma milagre a sua recuperação, medicamente não há nada que possamos fazer”, disse o médico responsável Rafael Rodríguez Mercado.
UOL
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