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“Trigata”, Maurren promete ir até onde Deus “lhe der asas”

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“Trigata”, Maurren promete ir até onde Deus “lhe der asas”

Feliz da vida pela conquista do terceiro título pan-americano, Maurren Maggi só receberá o ouro de Guadalajara 2011 em cerimônia programada para as 17h (horário de Brasília) desta quinta-feira (27). Mas, ao menos nos minutos após a confirmação do primeiro lugar em Guadalajara, o objeto não fez tanta falta assim: para dar sorte, a brasileira trouxe as medalhas obtidas em Winnipeg 1999 e no Rio de Janeiro 2007 e desfilava toda orgulhosa com elas pelo estádio de atletismo.

E engana-se quem pensa que ela está satisfeita. A campeã olímpica já adiantou que vai tentar o quarto título no próximo Pan, programado para 2015. "Vou até Toronto, vou até o Canadá. Foi lá que eu comecei e lá que eu vou terminar. Vou até o Rio 2016, vou até onde Deus me der asas", disse.

A conquista no México é o grande triunfo de Maurren após a Olimpíada de Pequim. Desde então, ela passou por uma série de contusões, se submetendo inclusive a uma cirurgia no joelho direito. Os 6,94 m alcançados em Guadalajara, aliás, é a melhor marca de Maggi desde o ouro na China.

No Mundial de Daegu, realizado em agosto, a brasileira havia decepcionado ao terminar em oitavo lugar após passar pelas eliminatórias na liderança. "Este era um salto que me escapou no Mundial e consegui completar a minha etapa do ano maravilhosamente bem com um tricampeonato. Depois daquilo, tirei uma semana a mais de férias, coloquei a cabeça no lugar e treinei como nunca, pois sabia que eu podia saltar ainda este ano", lamentou.

Inspirada por outro tricampeão pan-americano, Adhemar Ferreira da Silva, Maurren nunca escondeu que em 2011 priorizaria o Pan em vez do Mundial. "Porque são três medalhas. Não sei quantas mulheres foram tricampeãs pan-americanas e eu tenho muito orgulho de ser uma delas".

 

"Trigatas”

Em Guadalajara, Maurren comemorou ainda as conquistas dos ouros de duas amigas: Rosângela Santos, nos 100 m rasos, e Lucimara Silvestre, no heptatlo. E revelou o apelido do grupo de amigas.

"Eu, a Rosângela e a Lucimara somos as “trigatas”, as três gatas. Queríamos buscar o ouro, era muito importante para a gente, então uma começou a dar força para a outra. Mas isso é interno, ninguém precisa achar a gente gata, não [risos]".

 

R7 

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