TSE tem até dia 28 para recontar assinaturas do novo partido de Marina Silva

Problemas para a ex-senadora Marina Silva que pretende lançar seu novo partido para concorrer nas eleições presidenciais, de 2014: o Tribunal Superior Eleitoral mandou recontar as assinaturas de apoiadores para fundação da legenda Rede Sustentabilidade, por ordem da ministra Laurita Vaz. A recontagem deverá ser feita em 5 dias, pela secretaria judiciária do TSE.
A ministra Vaz acatou demanda do Ministério Público Eleitoral, por meio do vice-procurador Eugênio Aragão, formulada na última sexta-feira (20).
Segundo Aragão, o partido Rede Sustentabilidade teria 102 mil assinaturas de apoiadores, o que seria apenas 20% do necessário para fundação de um partido. Por isso, a ministra Laurita Vaz determinou a recontagem.
Segundo Marina Silva, os números são divergentes porque, durante o processo de validação de assinaturas de apoiadores nos tribunais regionais eleitorais, os cartórios atrasaram os procedimentos e anularam assinaturas sem justificativa.
A ex-senadora petista está em segundo lugar em todas pesquisas eleitorais para a Presidência da República, com cerca de 20 pontos, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff, que tentaria sua reeleição.
Para obter registro, o partido Rede Sustentabilidade precisa validar 483 mil assinaturas, o que corresponde a 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados. Para concorrer em 2014, o partido deverá ser aprovado pelo TSE até 5 de outubro, próximo.
TSE autoriza dois novos partidos: Pros e Solidariedade
No pedido de registro do partido, protocolado no dia 26 de agosto no TSE, a Rede informou que 867 mil assinaturas de apoiadores foram colhidas em todo o país.
Mas houve atraso na análise das assinaturas: das 640 mil assinaturas que foram entregues à Justiça Eleitoral, 304 mil foram certificadas pelos cartórios eleitorais e cerca de 220 mil ainda precisam ser analisadas.
De acordo com decisão da ministra Laurita Vaz, a Rede Sustentabilidade também poderá adicionar novas fichas de apoios validadas pela Justiça Eleitoral nos estados.
Esta semana, o TSE aprovou a criação de mais dois partidos: o Republicano de Ordem Social (Pros) e o Solidariedade. O Pros pretende criar um imposto federal único no país e deve compror a base governista em 2014. O segundo é dirigido pelo deputado federal pelo PDT/SP Paulinho da Força (Sindical).
O Brasil tem, até agora, 32 legendas partidárias aptas a concorrer nas eleições de 2014. O Rede Solidariedade poderá ser o último inscrito.
Pegando carona no partido trabalhista polonês, Solidarnosc, Paulinho já convidou o governador cearense Cid Gomes e seu irmão Ciro para se juntarem à legenda, migrando do PSB.
Cid e Ciro são contrários ao lançamento da candidatura de Eduardo Campos, presidente do PSB, para concorrer com a presidente Dilma Rousseff, em 2014. Os dois irmãos podem deixar o PSB.
A lei eleitoral permite que qualquer político eleito migre do partido que o elegeu para outra legenda criada há, pelo menos, um ano antes da próxima eleição. Sem espaço no PSDB, o ex-governador José Serra também pode concorrer à presidência com uma nova legenda.
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
Colabore com a redação