UFC: terá shows menores no Brasil em 2013

Não é de hoje que o UFC quer ampliar sua participação no Brasil. O crescimento do evento no país impressionou muito todos os dirigentes, tanto que ele veio para cá quatro vezes no espaço de 14 meses. Nunca o Ultimate foi para um país fora dos EUA em tantas oportunidades em um espaço tão curto de tempo. Agora, chegou o momento de eles darem um passo à frente.
Em um bate-papo com fãs, feito na última madrugada, Dana White reiterou sua vontade de fazer 12 eventos no Brasil em 2013. Talvez esse número seja exagerado, talvez seja o presidente do UFC chutando alto. Marshall Zelaznik, diretor de desenvolvimento internacional do Ultimate, falou em sete shows. Seja qual for o número, o próximo ano deverá contar um crescimento impressionante do evento no Brasil.
Duas constatações ficam claras com esse plano:
1) O Brasil não será mais palco de apenas eventos grandes, daqueles com número e que são vendidos por pay-per-view nos Estados Unidos. O país começará a receber os shows menores, como UFC on FX ou UFC on Fuel TV. O evento que está previamente marcado para 19 de janeiro já deve ser um desses. Nos Estados Unidos, esses shows são consolidados e contam com casa cheia sempre, mas normalmente acontecem em ginásios menores.
2) O UFC pode estar pronto para pôr em prática seu projeto de fazer uma série de eventos exclusivamente para o Brasil, que seriam transmitidos apenas pela TV Globo e não passariam nos Estados Unidos. Poderia até ter lutadores estrangeiros, mas a prioridade seria coloca brasileiros no octógono. Seria um enorme teste para os atletas irem para os shows principais da franquia e ajudaria a consolidar o esporte e marca regionalmente.
Com o Ultimate colocando em prática ou uma ou as duas constatações acima, começa o grande teste do mercado brasileiro para o UFC e para o MMA. Será que o país está pronto para essa evolução? Até agora, tivemos sempre casa cheia e grande audiência nos eventos, mas sempre com o apelo de grandes nomes e cards pomposos. Dana White e seus pares vão descobrir se os brasileiros estão prontos para shows de menor magnitude, para lutas com atletas menos famosos.
Os donos do Ultimate não tem medo de errar. Se tentarem e não der certo, mudam o rumo, mudam de ideia, tentam outra coisa ou até desistem. Mas o caminho para o sucesso eles podem trazer dos Estados Unidos: shows em ginásios menores e fora dos grandes centros. Norte, Nordeste e Sul podem ser palco e, pela novidade, terão casa cheia.
No caso de uma série de eventos regionais, outro fenômeno deverá ser avaliado: o que acontecerá com as franquias brasileiras, como o Jungle Fight e o Shooto. Eles ocupam bem essa lacuna de revelação de talentos e podem sofrer com essa entrada do UFC no mercado de shows brasileiro. Por outro lado, podem aproveitar o vácuo do Ultimate para crescer ainda mais. Acompanharemos de perto.
UOL
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