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Uso da talidomida é tema de seminário promovido pela SES

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Uso da talidomida é tema de seminário promovido pela SES

Profissionais de saúde estão sendo capacitados sobre o uso do medicamento Talidomida – no que se refere à aquisição, transporte, distribuição, prescrição e dispensação, de acordo com a RDC 11/2011 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O evento é promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e tem início nesta segunda-feira (7), no auditório da Assembleia Legislativa. O encontro termina nesta terça-feira (8) e reúne médicos, farmacêuticos das farmácias básicas, enfermeiros do programa de hanseníase, gestores regionais e municipais de saúde.

“Esta capacitação é importante para que sejamos mais responsáveis na prescrição, dispensação e acompanhamento dos pacientes que fazem uso da talidomida para que não venham a nascer outras vítimas seqüeladas em decorrência do mal uso deste medicamento pela mulheres em idade fértil”, justificou o secretário adjunto de Vigilância em Saúde, Alberto Carneiro, que representou o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad.

Também participam da discussão sobre o uso da talidomida, o farmacêutico especialista em regulação da Anvisa, Victo Ninicius; a presidente do Conselho Estadual de Farmácia do Maranhão, Mary Jane de Oliveira; a representante do diretor-presidente da Anvisa, Glória Latoufe; o superintendente estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Jessé Gonçalves; e a chefe do departamento de Epidemiologia da SES, Léa Márcia Costa.

A talidomida é uma substância utilizada para auxiliar no tratamento da hanseníase, da Aids, de doenças crônico-degenerativas e mieloma múltiplo. Só pode ser usada em pacientes cadastrados nos programas governamentais e faz parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). “O uso de forma errônea deste medicamento por mulheres em idade fértil tem como conseqüência o nascimento de crianças com membros reduzidos. Os três últimos casos ocorridos no Brasil foram registrados no Maranhão”, afirmou Paulo Jessé Gonçalves.

A capacitação dos profissionais de saúde visa contribuir para minimizar os riscos na utilização da Talidomida. “Trabalhamos a conscientização dos profissionais da área de saúde para o uso racional do medicamento, com o cumprimento da norma e com consequente acesso ao medicamento Talidomida prescrito por profissional médico e dispensado por farmacêutico com toda orientação, buscando eficácia terapêutica”, disse Paulo Jessé.

A Talidomida foi sintetizada em 1954, na Alemanha Ocidental, e entrou no mercado em 1956 com nome de Contergan. Com indicação inicial como sedativo-hipnótico, mas posteriormente usada para gripe, insônia, ansiedade e enjôos matinais em gestantes entre outras indicações, não sendo necessária receita médica.

Depois dessas indicações a Talidomida alcançou níveis extraordinários de consumo em todo o mundo contendo mais de 40 nomes comerciais. No ano de 1959, surgiram relatos de bebês com malformações de membros. Mas, somente em 1961 surgiram especulações sobre a correlação da Talidomida e malformações congênitas. No final de 1961, a Talidomida foi retirada do mercado mundial. Portanto, estima-se que de 10 a 15 mil crianças tenham nascido com as malformações típicas em todo o mundo, e 40% tenham morrido no primeiro ano de vida.
 

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