Você sabe o que é Ler/Dort?

A LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho) são lesões decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistema músculo-esquelético, normalmente relacionadas ao trabalho e se tornaram a mais nova epidemia dos últimos anos.
Geralmente os sintomas do LER/DORT são claramente percebidos, devido ao desconforto, a dor localizada e outros sintomas. O trabalhador na sua maioria procura meios para que a dor não atrapalhe o rendimento do seu trabalho, mas ela acaba afetando o seu cotidiano.
As causas da doença são diretamente ligadas a atividades como o excesso de movimentos repetitivos, necessidade exagerada de uso de força muscular, postura incorreta ou por longo tempo, a falta de preparo físico, a ausência de período de pausa e descanso, local de trabalho desconfortável e inadequado, a ansiedade, depressão, estresse ocupacional devido à pressão excessiva, busca exacerbada por perfeccionismo, ritmo de trabalho elevado e muitos outras.
No Brasil, desde os anos 80, o número de pessoas afetadas pelo LER/DORT aumentou de forma assustadora. Segundo dados do INSS, a doença é responsável por mais de 80% dos casos que resultaram em concessão de auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez pela previdência social.
O tratamento deve ser direcionado à correção das causas no ambiente de trabalho e à instituição de um plano terapêutico adequado tais como, fisioterapia, medicamentos (antiinflamatórios), infiltrações, órteses (talas, protetores, cintas, coletes) e reabilitação.
Para prevenir, todos os instrumentos, ferramentas, acessórios, mobiliários e postos de trabalho devem ser adequados às características próprias do operário, bem como às exigências do serviço a ser executado. Essa mesma preocupação se refere a posições, distâncias e angulações envolvidas.
Tudo isso somado a um adequado estilo de vida, com boa qualidade do sono, condicionamento físico e manutenção da saúde geral, proporcionará a qualquer trabalhador condições de executar suas tarefas laborativas com riscos mínimos de desenvolver algum distúrbio osteomolecular.
Fontes:
www.drmousinho.blogspot.com
www.lerdort.com.br
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