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Volkswagen Passat completa 40 anos de história; conheça todos os modelos

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Volkswagen Passat completa 40 anos de história; conheça todos os modelos

Presente no coração de muitos brasileiros, o Volkswagen Passat completou uma década de história em agosto. O modelo, que começou como um hatch médio é atualmente o modelo mais luxuoso e caro da marca em diversos mercados. Primeira geração foi fabricada no Brasil entre 1974 e 1988.

Concebido para ser o primeiro Volkswagen da história a usar um motor refrigerado a água, o Passat nasceu de uma mistura de projetos das empresas alemãs NSU e Audi, ambas adquiridas pela Volkswagen na década de 60.

Contrariando a tendência de lançamentos tardios, o Passat brasileiro foi lançado em 1974, apenas um ano depois da apresentação mundial do carro. Dois anos depois veio a versão desejada por inúmeros jovens daquela época: o esportivo TS, com seus famosos faróis duplos.

No Brasil o Passat também manteve o papel de ser uma opção mais moderna e eficiente do que o Fusca, até então carro-chefe da marca no País. Em 1979 ele recebia sua primeira reestilização, adotando faróis quadrados.

Em 1983 veio outra atualização, com faróis duplos e pára-choques redesenhados. A última modificação do Passat brasileiro foi em 1985, com a adoção de pára-choques de plástico envolventes.

A produção da primeira geração do Passat no Brasil encerrou-se em 1988, após 600 mil unidades produzidas. Porém a história do modelo no mundo — e no País — ainda iria continuar.

Lançada na Europa em 1980, a segunda geração do Passat foi fabricada até 1988. Na Europa o modelo estreava tecnologias para economizar combustível, incluindo até um sistema que permitia o rápido desligamento e partida do motor em semáforos e paradas mais longas — um precursor do moderno Start-Stop, que até hoje não está disponível em modelos nacionais. Esse Passat também foi fabricado no Brasil, mas com o nome Santana.

Lançada no Brasil em 1984, a segunda geração do Passat adotou o nome que batizava exclusivamente a versão sedã. Desta forma o Santana não gerava confusão com a primeira geração do modelo, que ainda era feita no Brasil na época. O Santana também foi oferecido no Brasil na versão perua, chamada de Quantum. O modelo foi fabricado no Brasil até 2006, após ter sofrido duas reestilizações que distanciaram o modelo do Passat.

Fabricada entre 1987 e 1993, a terceira geração do Passat é quase desconhecida no Brasil e chamava a atenção pela ausência de grade do radiador entre os faróis.

Esta geração também marcou uma mudança importante na história do Passat: a alteração do posicionamento do motor, que deixou de ser longitudinal para virar transversal, aumentando o espaço interno.

O modelo foi reestilizado em 1994, dando origem ao sedã que retornou ao Brasil em grande estilo. Entre os destaques desta versão estava a opção do motor VR6 de 184 cv e a presença de ABS e airbag duplo de série.

A quarta geração (quinta, pelas contas da Volkswagen) usava a mesma plataforma do Audi A4 e foi apresentada ao público em 1996. Em 2001 o sedã (e sua versão perua) foram reestilizados e contavam com opções equipadas com tração nas quatro rodas e faróis de xenônio.

A quinta geração foi lançada em 2004 e retomou a arquitetura com motor transversal (a versão anterior havia voltado a adotar o motor longitudinal). Sua plataforma também era nova: no caso, a PQ46, usada também na quinta geração do Golf europeu.

A base mostrou-se tão eficiente que é mantida até hoje. Em 2010 o Passat passou por sua última reestilização extensa, dando origem ao sedã atualmente disponível nas lojas. A proposta do carro no Brasil, porém, mudou ao longo de 40 anos, focando agora nos clientes do mercado acima dos R$ 100 mil.

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