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17/10/2017 - 00:56

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Sebastian Bach revela as expectativas para o Metal Open Air

Sebastian Bach revela as expectativas para o Metal Open Air

Quem acompanha as novidades do Metal Open Air, já deve estar sabendo, um dos projetos musicais mais audaciosos de todos os tempos, o Rock´N´Roll All Stars, estará em São Luís.

Formado por grandes astros do rock mundial, tais como Gene Simmons (Kiss), Joe Elliott (Def Leppard), Matt Sorum (Guns N' Roses), Duff McKagan (Guns N' Roses), Gilby Clarke (Guns N' Roses), Glenn Hughes (Deep Purple), Ed Roland (Collective Soul), Steve Stevens (Billy Idol), Mike Inez (Alice in Chains), Billy Duffy (The Cult) e Sebastian Bach (a voz original do Skid Row), o grupo tocará pela primeira vez no Brasil, exclusivamente no MOA.

E para entrar de vez no clima do festival, o Sua Cidade.com preparou uma surpresa para o público. Para prestigiar as atrações nacionais e internacionais, o portal, em parceria com a produção do Metal Open Air, resolveu colocar alguns músicos brasileiros que tocarão no evento em uma verdadeira “fria”: entrevistar bandas internacionais que integram o casting do evento.

Como primeiro “sortudo” para a tarefa, foi escolhido o Thiago Bianchi, vocalista do Shaman.

“Sebastian Bach é uma grande influência em minha vida, não só como vocalista - já que não só é um dos grandes responsáveis pelo meu jeito de cantar - mas também pela certeza que me deu, assistindo seus shows e ouvindo seus discos, de que eu queria mesmo ser cantor de rock e ter uma banda” afirmou Thiago.

Com a ajuda do público, elaboramos uma entrevista bem descontraída com o ex-frontman do Skid Row que marcou a década de 1990. Antes do Metal Open Air, Sebastian também passa por São Paulo e Porto Alegre com a turnê de seu novo álbum solo, Kicking n’ Screaming.

Confira a entrevista

Thiago Bianchi: Sou vocalista do Shaman - uma banda de heavy metal brasileira. Nós também tocaremos no Festival Metal Open Air em abril e estou ansioso para conhecê-lo. Você é um dos meus maiores ídolos! A equipe do evento pediu para alguns músicos brasileiros entrevistarem as atrações internacionais para o site de um canal de TV, uma espécie de "repórter por um dia". Escolhi você porque é um dos meus maiores ídolos e será uma grande honra pra mim.

Sebastian Bach: Obrigado, muito obrigado.

TB: O Metal Open Air Festival será um grande evento, com mais de 45 bandas de rock e metal, algo inédito no Brasil. Você se apresentará com uma superbanda, só com lendas do rock - a grande “Rock´N´Roll All-Stars”. Você está ansioso para tocar com alguns dos seus ídolos de infância como: Gene Simmons e Glenn Hughes, além de tantos amigos? O que você espera do show? Não só do show, mas do público brasileiro?

SB: Bom, em SP vou tocar com a minha banda solo…

TB: Sim, eu sei...

SB: E estou ansioso para tocar em São Paulo, Brasil. Duas noites, com a minha banda solo: Nick Sterling, na guitarra, Bob Marlette, na bateria, tocando as músicas do meu novo álbum Kicking n’ Screaming. Os ingressos já esgotaram para a primeira noite no Carioca Club, em São Paulo, mas tocaremos duas noites e estou ansioso para os shows. Também vamos tocar em Porto Alegre e Santiago/Chile com a banda solo e, depois disso, em outras cidades com a turnê do Rock´N´Roll All Stars, mas não em São Paulo.

TB: Vocês já começaram a ensaiar? Como está a vibe das pessoas, a estrutura do show, o setlist e tudo mais? Vocês estão animados? Já encontraram alguns problemas ou está tudo caminhando?

SB: Não, está tudo correndo sem problemas, já tocamos bastante juntos. Já toquei com Matt Sorum, Steve Stevens e com todos os caras há alguns anos. Nestes shows na América do Sul e Central teremos o Gene Simmons, do Kiss, no baixo. É o primeiro trabalho do Gene fora do Kiss, então deverá ser bem legal.

TB: Falando do seu novo álbum solo, Kicking n’Screaming: Agora você está trabalhando com um novo produtor, Bob Marlette – de quem eu sou um grande fã, - e um guitarrista bem jovem e já muito bom, Nick Sterling. O som está muito mais moderno – o que é claramente uma evolução desde Angel Down. O primeiro tem um som mais pesado, esse é mais hard rock. Era isso mesmo que você estava procurando ou apenas aconteceu dessa forma por causa do novo time de trabalho?

SB: Eu não gosto de fazer um álbum já pensando que ele tem que ser de tal jeito: hard rock ou heavy metal, eu não trabalho assim. Vou escrevendo sempre tentando fazer o meu melhor e as músicas vão saindo. Elas vão pedindo o que tem que pedir e daí o som vai saindo das caixas... A gente tem que fazer música que a gente gosta e nesse novo álbum eu acho que as músicas são ótimas.

TB: Ele é muito bom!

SB: Ele acabou ficando com três baladas e o resto é meio hard rock. Eu acho que ficou bem legal. Acho que o Bob capturou a minha voz muito bem...

TB: Você está feliz com as críticas que está recebendo da mídia e dos fãs?

SB: Sim. Eu recebi as melhores críticas com o Kicking and Screaming - acho que as melhores da minha carreira, incluindo o Skid Row. As críticas tem sido maravilhosas! Quando toco as músicas ao vivo, os fãs já sabem as letras e estou adorando isso!

TB: 2011 foi um ano difícil para você: um divórcio depois de quase 20 anos de casamento; o furacão Irene destruindo a sua casa em New Jersey; a perda de grande parte da sua coleção de rock particular; a mudança para Los Angeles e ficar longe dos seus filhos; uma namorada nova; um novo álbum... Como você está lidando com tudo isso? E você já conseguiu de volta a sua máquina de Pinball do Kiss?

SB: Não. Infelizmente o Pinball do Kiss foi destruído, estragou. Mas consegui de volta as minhas gárgulas do Kiss, que estavam boiando nas águas, então os fãs de Kiss em todo o mundo podem me agradecer por ter resgatado algumas das peças mais importantes da história do Kiss. E eu nem sei o que falar, foi um ano bem louco... Mas tem uma música no novo álbum, As Long As I Got The Music, que fala que enquanto eu tiver a música nada me afetará. Tipo, a música vale mais que as coisas materiais e é incrível! A música é muito verdadeira... Enquanto eu tiver a música, nada vai me afetar...

TB: Você também estará fazendo uma turnê solo para o lançamento do seu novo álbum e você já está bastante familiarizado com o público sul-americano. Como você espera que seja a reação deles com o seu novo show e no que ele será diferente da apresentação em 2005 e da abertura para o Guns ´N´ Roses em 2010?

SB: O show de 2010 em São Paulo foi o melhor da minha carreira. São Paulo foi palco do meu último show com o Skid Row - que foi o pior show da minha carreira. Eu estava ansioso para voltar em 2010 por causa do público e a paixão que ele mostra. E foi tão incrível! Fez me sentir muito bem, a plateia me deu muito apoio, São Paulo é muito especial pra mim. Tenho certeza que faremos dois ótimos shows lá, sei que eles curtem a minha música, a nova banda... Então, estou ansioso. Adoro tocar em São Paulo e mais agora depois de 2010!

TB: E por falar em seu relacionamento com o Guns e Axl, existem planos de uma parceria para um álbum no futuro?

SB: Bom, nós vamos tocar juntos de novo nesse verão, em alguns festivais. Não devo gravar nenhum álbum num futuro próximo, pois ainda estou saindo para divulgar o Kicking n’ Screaming, mas é lógico que eu trabalharia com ele, que é um ótimo vocalista. Fui vê-lo no House of Blues, em Los Angeles. Assisti ao show e farreamos a noite toda. Foi divertido!

TB: Você já veio várias vezes ao Brasil. Quais são as suas melhores e piores lembranças daqui?

SB: Uma ótima lembrança é de 1992, quando eu saltei de paraglider sobre a cidade do Rio de Janeiro. Sobrevoei o Cristo Redentor e foi bem divertido. Mas, sem dúvida, a minha melhor lembrança é da turnê de 2010. Foi tudo muito organizado. A produção do Guns N´ Roses foi ótima e o som estava incrível. Foi muito legal!

TB: Sobre o Skid Row: você provavelmente está de saco cheio desse assunto, mas os fãs sempre querem saber se vocês pensam em voltar, se podem mudar de opinião... Como você se sente quanto a isso? O que seria necessário para vocês voltarem? Está disposto a fazer isso ou é algo que você simplesmente não quer e ponto final?

SB: Eu não sei como me sinto quanto a isso. Eu não tenho nada contra os caras e não sei o que eles acham disso. Pra mim é muito fácil cantar as músicas do Skid Row e se os caras também tocam, não sou contra. Mas eu não sei o que eles acham de uma volta, só sei que não está acontecendo nada agora...

TB: A banda de abertura dos seus shows em SP será a MadJoker, um grupo que eu produzi e estamos todos muito orgulhosos do trabalho e do som que eles estão fazendo. Eles são seus grandes fãs e, com certeza, será uma honra para eles dividirem o palco. Espero que você consiga ver o show deles. A sua opinião, aconselhamento e apoio serão muito apreciados, e eu tenho certeza que você vai gostar da música...

SB: Legal, vou assisti-los. Obrigado!

TB: Cara, muito obrigado.

SB: Obrigado, foi muito legal falar com você. Muito obrigado. Até mais!
 





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