Campestre do Maranhão
Tudo que o SuaCidade sabe sobre Campestre do Maranhão, num lugar só — clima, saúde, transparência, trabalho, combustível e quem governa. Atualizado direto na fonte.
Panorama estadual — fatia de Campestre do Maranhão
Clima
Saúde
Transparência
Bancos e fomento
Bancos na cidade
Nenhuma agência bancária física cadastrada — deserto bancário confirmado pelo Banco Central.
Ver detalhes por banco e agência ›Fomento (FNE)
- Comércio
- R$ 179 mil
- Pecuária
- R$ 133 mil
- Serviços
- R$ 98 mil
Trabalho
A cidade em números
- População
- 12.536 (2025)
- PIB
- R$ 303 mi (2023)
PIB, produção rural e comércio exterior
A bacia de Campestre do Maranhão
Médio Tocantins
Região hidrográfica: Tocantins-Araguaia
A divisão por bacia descreve o território, não o abastecimento: estar numa bacia não diz se falta ou sobra água na torneira. Municípios grandes ficam em mais de uma bacia, e nesse caso mostramos a participação de cada uma.
Fonte: ANA/SNIRH — divisão hidrográfica; malhas municipais do IBGE
Turismo e energia
Turismo
- Meios de hospedagem
- 0
- Agências de turismo
- 1
- Guias de turismo
- 0
Energia
- Painéis solares e outras instalações próprias (geração distribuída)
- 470
- Potência instalada em geração distribuída
- 4,6 MW
Profissionais de saúde em Campestre do Maranhão
180 profissionais de saúde estavam cadastrados em Campestre do Maranhão em julho de 2026. São pessoas, não empregos: quem tem mais de um vínculo é contado uma vez só.
Somando todas as categorias, são 14,4 profissionais de saúde por mil habitantes (população de 2025).
Este número não mede atendimento. Estar cadastrado no município não quer dizer estar disponível para quem mora ali: o profissional pode atender só em rede privada, cumprir poucas horas por semana, ou trabalhar num serviço que só recebe encaminhamento. Para saber onde procurar atendimento, veja a lista de estabelecimentos de saúde da cidade.
Profissionais de saúde cadastrados no município, contados uma vez por pessoa mesmo com mais de um vínculo de trabalho — não é uma contagem de contratos ou empregos. Refere-se à competência (mês) mais recente disponível na fonte. Quem atende em mais de uma cidade entra na contagem da cidade onde fica o estabelecimento em que está cadastrado, não da cidade onde mora. A quebra por categoria mostra só médicos, enfermeiros e dentistas — as demais categorias entram no total, mas não aparecem destacadas aqui.
fonte: CNES / DATASUS — Ministério da SaúdeCampestre do Maranhão nos serviços do portal
Outros levantamentos que têm o recorte de Campestre do Maranhão — cada um abre a página completa, com a explicação de como ler o número.
História de Campestre do Maranhão
Gentílico: campestrino
Idos de 1950. Mataria densa e inexplorada, onde predominavam com toda a pujança o babaçual. Selva Fria, terreno arenoso, baixadas verdejantes, porção imensa de uma gleba que se estendia do rio Lajeado ao riacho Natividade e da Água Boa ao Rio Tocantins.
Ler o histórico completo ›
Eram terras de herdades, em campo aberto, em comum com diversos condôminos e, sem demarcação, eram titulares e registradas no cartório da cidade em nome de seus proprietários, os irmãos Odilon e Epídio de Vasconcelos Milhomem.
Dada a fertilidade do seu solo, eram chamadas de “Retiro”, um refrigério na época do estio para o gado de toda a região das fazendas Palmeirinha, Buritizinho e outras adjacentes. Os rebanhos criados em sistemas primitivos também pastavam em comum e se reproduziam sob a vigilância e os cuidados dos vaqueiros. Era nesse cenário verde coberto de babaçuais que, de agosto a dezembro, gado e vaqueirama se infiltravam na mata, fugindo da seca, em busca de pastagem e caça para a sobrevivência.
Fator mais importante para o nascimento do povoado foi a exploração e comércio da amêndoa do babaçu. Podemos mesmo afirmar que Campestre nasceu por força da exploração do coco. Na década de 50 o interesse industrial da praça de Belém do Pará pela amêndoa de babaçu era enorme. Barcos motores partiam carregados de coco dos portos de Tocantinópólis e Porto Franco com destino ao Pará, onde se fazia bom preço pelo produto e os comerciantes, em contrapartida, volviam às suas praça com estoque de mercadorias e gêneros de primeira necessidade.
Nesse cenário verde e aprazível estavam “Três Barras”, à beira-rio, e São João, na boca da mata, propriedade antigas que receberam o fluxo de sertanejos vindos, principalmente, da Serra da Cinta, com as quebradeiras de coco, explorar essa riqueza vegetal, vendendo a produção diária aos agentes compradores nos seus armazém improvisados. Em sua maioria os exploradores desse produto vegetal são pessoas muito humildes e nômades. Pouco ficava na região na época invernosa, que não se presta mesmo para a quebra. Mas os que permaneciam iam construindo suas cabanas e o pequeno núcleo comunitário ia crescendo vagarosamente.
No lugar onde se situa hoje a sede do novo município, o Sr. Elpídio Milhomem instalou um comércio de compra de babaçu e, nas “Três Barras”, Zeca de Brito e filho, José Barreto e Neuton Milhomem tinham outros postos de compra de amêndoas. Em São João, Jacy Gomes Santos, Croweel Oliveira e Petrolíneo Santos Barbosa também negociavam a produção trazida pelos quebradores, num armazém que montaram na boca da mata.
As primeiras famílias foram se instalando no arruado: João Secundo, Claro Macêdo e sua esposa Dona Josefa; Cabloco Pedro fincaram as primeiras casas de morada.
Com o advento da construção na BR-010, Belém-Brasília, pelo ano de 1958, o pequeno povoado foi crescendo a beira da estrada.
Formação administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Campestre do Maranhão, pela Lei Estadual n.º 6.143, de 10-11-1994, desmembrado de Porto Franco. Sede no atual distrito de Campestre do Maranhão (ex-localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1997. Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
O texto é o histórico oficial do IBGE sobre a origem e a formação do seu município — nem toda cidade tem esse registro disponível.