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Queimadas

Queimadas no Maranhão, ano a ano

O Maranhão registrou 22.879 focos de queimada em 2024. Esta página mostra a série desde 200322 anos — para que um número isolado possa ser lido contra o que é normal na estação e nos outros anos.

22 anos de queimadas no Maranhão

Este número não é o mesmo do card de focos de hoje. Aqui a contagem é de um único satélite, o “de referência” do INPE, escolhido justamente para que os anos possam ser comparados entre si — a frota de satélites cresceu ao longo destes 22 anos, e contar todos faria o número subir sem haver mais fogo. O acompanhamento diário conta todos os satélites. Os dois são certos, medem coisas diferentes, e não podem ser somados nem comparados.

22.879focos em 2024
24.931média por ano desde 2003
44.765maior da série, em 2007

Focos por ano

2003: 34.548 focos2004: 33.585 focos2005: 33.691 focos2006: 23.302 focos2007: 44.765 focos2008: 22.122 focos2009: 19.132 focos2010: 36.277 focos2011: 19.315 focos2012: 34.299 focos2013: 17.455 focos2014: 24.675 focos2015: 28.436 focos2016: 21.789 focos2017: 25.576 focos2018: 13.892 focos2019: 18.521 focos2020: 16.817 focos2021: 16.077 focos2022: 20.224 focos2023: 21.113 focos2024: 22.879 focos

O ano de maior contagem foi 2007 (44.765 focos) e o de menor foi 2018 (13.892).

Em que meses o fogo aparece

Média de focos em cada mês, considerando os 22 anos da série.

jan: 373 focos (média)fev: 71 focos (média)mar: 57 focos (média)abr: 84 focos (média)mai: 234 focos (média)jun: 839 focos (média)jul: 1.939 focos (média)ago: 3.868 focos (média)set: 5.530 focos (média)out: 4.920 focos (média)nov: 4.473 focos (média)dez: 2.545 focos (média)

O fogo no Maranhão tem estação: em set há em média 97 vezes mais focos que em mar, o mês mais fraco. É por isso que comparar um mês com o mês anterior não diz quase nada — o que informa é comparar o mesmo mês entre anos diferentes.

Onde o fogo se concentrou em 2024

Municípios com mais focos em 2024 — 216 dos 217 municípios registraram algum foco no ano
MunicípioFocosDo estado
Mirador1.1735,1%
Alto Parnaíba8833,9%
Balsas7873,4%
Fernando Falcão7353,2%
Carolina4602%
Grajaú4552%
Riachão4492%
Bom Jardim4041,8%
Santa Luzia4011,8%
Urbano Santos4001,7%

A contagem é por área do município, não por responsabilidade: um foco dentro do território não diz quem ateou fogo, nem se o fogo era legal. Municípios grandes e de cerrado aparecem mais no topo porque têm mais área sujeita a queima.

Todos os anos

Focos por ano, 20032024
AnoFocosMês de picoContra a média
202422.879out−8,2%
202321.113set−15%
202220.224out−19%
202116.077ago−36%
202016.817set−33%
201918.521set−26%
201813.892set−44%
201725.576set+2,6%
201621.789out−13%
201528.436out+14%
201424.675out−1%
201317.455set−30%
201234.299ago+38%
201119.315set−23%
201036.277set+46%
200919.132nov−23%
200822.122nov−11%
200744.765set+80%
200623.302nov−6,5%
200533.691out+35%
200433.585nov+35%
200334.548out+39%

Foco não é incêndio. Cada foco é uma detecção pontual de satélite: um mesmo incêndio extenso gera vários focos ao longo do dia, e a contagem não mede área queimada nem intensidade do fogo. Um ano com mais focos também não é, por si só, um ano “pior” — seca, manejo agrícola e cobertura de nuvem influenciam o que o satélite consegue ver.

Contagem do SATÉLITE DE REFERÊNCIA do INPE — um satélite só, escolhido justamente para que os anos possam ser comparados entre si; a frota cresceu ao longo da série, e contar todos faria o número subir sem que houvesse mais fogo. Por isso este número NÃO se compara com o de focos do dia, que conta todos os satélites. Foco de calor é uma detecção de satélite, não um incêndio: um mesmo incêndio extenso gera vários focos, e a contagem não mede área queimada nem intensidade.

fonte: INPE — Programa Queimadas (satélite de referência)

Mostrando também o histórico de Codó.

22 anos de queimadas em Codó

Este número não é o mesmo do card de focos de hoje. Aqui a contagem é de um único satélite, o “de referência” do INPE, escolhido justamente para que os anos possam ser comparados entre si — a frota de satélites cresceu ao longo destes 22 anos, e contar todos faria o número subir sem haver mais fogo. O acompanhamento diário conta todos os satélites. Os dois são certos, medem coisas diferentes, e não podem ser somados nem comparados.

349focos em 2024
249média por ano desde 2003
401maior da série, em 2007

2024 ficou 40% acima da média dos 22 anos. A série sobe e desce bastante de um ano para o outro — um ano isolado não indica tendência, e este gráfico existe justamente para mostrar isso.

Focos por ano

2003: 292 focos2004: 323 focos2005: 361 focos2006: 241 focos2007: 401 focos2008: 157 focos2009: 203 focos2010: 303 focos2011: 176 focos2012: 288 focos2013: 141 focos2014: 174 focos2015: 251 focos2016: 268 focos2017: 251 focos2018: 143 focos2019: 148 focos2020: 149 focos2021: 251 focos2022: 302 focos2023: 302 focos2024: 349 focos

O ano de maior contagem foi 2007 (401 focos) e o de menor foi 2013 (141).

Em que meses o fogo aparece

Média de focos em cada mês, considerando os 22 anos da série.

jan: 5 focos (média)fev: 1 focos (média)mar: 0 focos (média)abr: 0 focos (média)mai: 1 focos (média)jun: 2 focos (média)jul: 9 focos (média)ago: 21 focos (média)set: 36 focos (média)out: 69 focos (média)nov: 76 focos (média)dez: 27 focos (média)

O fogo em Codó tem estação: em nov há em média 239 vezes mais focos que em abr, o mês mais fraco. É por isso que comparar um mês com o mês anterior não diz quase nada — o que informa é comparar o mesmo mês entre anos diferentes.

Todos os anos

Focos por ano, 20032024
AnoFocosMês de picoContra a média
2024349out+40%
2023302set+21%
2022302out+21%
2021251out+0,9%
2020149out−40%
2019148out−41%
2018143nov−43%
2017251out+0,9%
2016268out+7,7%
2015251nov+0,9%
2014174nov−30%
2013141nov−43%
2012288ago+16%
2011176nov−29%
2010303nov+22%
2009203nov−18%
2008157nov−37%
2007401out+61%
2006241nov−3,1%
2005361nov+45%
2004323nov+30%
2003292out+17%

Foco não é incêndio. Cada foco é uma detecção pontual de satélite: um mesmo incêndio extenso gera vários focos ao longo do dia, e a contagem não mede área queimada nem intensidade do fogo. Um ano com mais focos também não é, por si só, um ano “pior” — seca, manejo agrícola e cobertura de nuvem influenciam o que o satélite consegue ver.

Contagem do SATÉLITE DE REFERÊNCIA do INPE — um satélite só, escolhido justamente para que os anos possam ser comparados entre si; a frota cresceu ao longo da série, e contar todos faria o número subir sem que houvesse mais fogo. Por isso este número NÃO se compara com o de focos do dia, que conta todos os satélites. Foco de calor é uma detecção de satélite, não um incêndio: um mesmo incêndio extenso gera vários focos, e a contagem não mede área queimada nem intensidade.

fonte: INPE — Programa Queimadas (satélite de referência)

Como ler esta página

O número desta página não é o mesmo do acompanhamento diário de queimadas. Aqui a contagem vem de um único satélite — o “de referência” do INPE, escolhido para que anos diferentes possam ser comparados entre si. O acompanhamento do dia conta todos os satélites em operação, que são vários e mudam com o tempo. Os dois números estão certos e medem coisas diferentes: somar ou comparar um com o outro produz uma conclusão que nenhuma das duas fontes sustenta.

A série vai até o último ano fechado. O INPE publica o consolidado de um ano depois que ele termina, então o ano corrente não aparece aqui — para o que está acontecendo agora, o lugar é o acompanhamento diário.

Um foco de calor é uma detecção pontual de satélite, não um incêndio: um mesmo incêndio extenso gera vários focos ao longo do dia, e a contagem não mede área queimada nem intensidade do fogo. Ano com mais focos também não é automaticamente um ano pior — seca, manejo agrícola e até a cobertura de nuvens influenciam o que o satélite consegue enxergar.

Fonte: INPE — Programa Queimadas (satélite de referência).