Eleições 2026: TSE verifica os sistemas eleitorais na véspera do 2º turno
Presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que os sistemas estão “prontos, autênticos e blindados contra qualquer ingerência indevida”.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, neste sábado (24), a Cerimônia de Verificação dos Sistemas Eleitorais e Emissão da Zerésima. Os sistemas são responsáveis pela transmissão, recebimento e totalização dos resultados do 2º turno das Eleições de 2026. O procedimento confirmou que os programas instalados nos equipamentos do Tribunal são os mesmos que foram assinados digitalmente, auditados e lacrados pela Justiça Eleitoral.
Durante a solenidade, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a verificação pública reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a segurança do processo eleitoral. Ele destacou:
Essa checagem pública atesta que nenhuma linha de programa foi alterada, omitida ou acrescentada, garantindo a integridade do ecossistema tecnológico responsável pelo recebimento, transmissão e totalização dos votos.
Durante a cerimônia pública, foram conferidos os sistemas Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot), ferramentas que atuam em etapas essenciais do processamento dos resultados das eleições.
Como funciona a verificação
A verificação integra o conjunto de auditorias e mecanismos de fiscalização adotados pela Justiça Eleitoral para garantir a transparência, a segurança e a rastreabilidade do processo eleitoral. Os sistemas utilizados nas eleições foram assinados digitalmente e lacrados em setembro, etapa que marca o encerramento do desenvolvimento dos programas e permite detectar qualquer alteração posterior nos arquivos.
A auditoria utiliza assinaturas digitais e resumos digitais, conhecidos como hashes, que funcionam como identificadores únicos dos arquivos. Caso qualquer parte de um sistema seja modificada, ainda que minimamente, o hash gerado deixa de corresponder ao original, evidenciando a alteração.
Na etapa técnica da cerimônia, os sistemas foram inicializados e tiveram suas assinaturas e os resumos digitais comparados com os registros oficiais. As verificações foram concluídas com sucesso, confirmando a autenticidade dos programas que serão utilizados na totalização dos votos do 2º turno.
Auditoria e fiscalização
O ministro Kassio Nunes Marques ressaltou que a cerimônia representa a etapa final de um amplo ciclo de auditorias e fiscalização dos sistemas eleitorais, que contou com a participação de partidos políticos, entidades fiscalizadoras, órgãos de controle e observadores internacionais, afirmando:
Em um Estado Democrático de Direito, a legitimidade do poder político repousa exclusivamente na vontade soberana do povo e é dever sagrado desta Corte assegurar que cada sufrágio depositado na urna eletrônica seja registrado e apurado com exatidão e fidelidade. Esta cerimônia não constitui evento isolado, mas, sim, o ápice de uma longa e rigorosa jornada de fiscalização e auditoria técnica.
Segundo o magistrado, a ampla fiscalização dos sistemas fortalece a confiança pública no processo eleitoral e garante que os votos sejam registrados e totalizados com segurança, transparência e sem qualquer interferência indevida. O magistrado concluiu:
As cidadãs e os cidadãos do nosso país podem ter a mais absoluta certeza de que, ao comparecerem às seções eleitorais e pressionarem a tecla 'Confirma', seu voto será registrado, preservado e totalizado com absoluta integridade e transparência.
Auditorias continuam no dia da votação
Os procedimentos de fiscalização prosseguem neste domingo (25), com a realização do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas e do Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, auditorias públicas promovidas pela Justiça Eleitoral para verificar o correto funcionamento das urnas e a integridade dos sistemas utilizados na votação.
No Teste de Integridade, votos registrados em cédulas de papel são digitados nas urnas e, ao final, comparados com os resultados emitidos pelos equipamentos. Já o Teste de Autenticidade verifica se o software instalado nas urnas corresponde exatamente às versões desenvolvidas, auditadas, assinadas e lacradas pelo TSE.
As auditorias são abertas ao acompanhamento de representantes de partidos políticos, do Ministério Público, de entidades fiscalizadoras e da sociedade civil, o que reforça a transparência do processo eleitoral.
Tribunal Superior Eleitoral
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